Carta II · Planeamento

Quantos dias ficar nas Seicheles.

A viagem é longa, por isso vale a pena ficar. Eis o mínimo que faz sentido e o roteiro ideal.

O tempo certo

Sete noites no mínimo, dez a doze no ideal

Recomendamos no mínimo sete noites. Com a viagem a rondar as dezasseis horas por sentido, e uma ou duas escalas pelo caminho, uma estada mais curta não compensa o esforço nem o custo do voo. O ideal são dez a doze noites, o suficiente para conhecer duas ou três ilhas sem correr e ainda descansar.

Porquê pelo menos sete noites

O primeiro e o último dia perdem-se em grande parte com a viagem e o jet lag suave das três horas de diferença. Com sete noites, ficam cinco ou seis dias cheios, o mínimo para ver mais do que uma ilha e não voltar com a sensação de que faltou tudo. Menos do que isso é uma escala, não umas férias.

Como dividir os dias

  • Mahe, três noites. A ilha de chegada, com as maiores praias, Victoria, a montanha e a melhor base para passeios de barco a Sainte Anne.
  • Praslin, três a quatro noites. O Vallee de Mai, Anse Lazio e Anse Georgette, e ligação fácil a La Digue e a Curieuse.
  • La Digue, duas a três noites. Bicicletas, Anse Source d'Argent e o ritmo mais lento e bonito do arquipélago.

Roteiros por duração

Com sete noites, foque-se em duas ilhas. Com dez a doze, faça as três com calma. Com duas semanas, junte uma ilha exclusiva ou de mergulho ao trio principal. Veja os nossos roteiros prontos de 7, 10 e 14 dias, com a divisão já feita.

Quem procura descanso total pode dedicar tudo a uma única ilha, num resort com praia própria. Quem quer ver muito deve montar um roteiro de duas ou três ilhas, com os ferries pelo meio.

Na prática

Os dias, contados um a um

Praslin vista do mar
Dez a doze noites dão tempo para viver duas ou três ilhas sem pressa.

Uma semana, dia a dia

Para tornar concreto, eis sete noites bem aproveitadas. Dia 1, chegada a Mahé e descanso do voo. Dia 2, Beau Vallon e o sul da ilha, de Anse Intendance a Takamaka. Dia 3, passeio de barco ao parque marinho de Sainte Anne. Dia 4, ferry para Praslin e tarde no Vallée de Mai. Dia 5, Anse Lazio e a recatada Anse Georgette. Dia 6, barco a Curieuse e St Pierre, ou bate-volta a La Digue. Dia 7, praia e compras em Praslin. Dia 8, regresso via Mahé. Chega para as três ilhas sem correria.

Dez noites, dia a dia

Com dez noites, acrescentam-se três em La Digue. Repete-se o arranque em Mahé e Praslin até ao dia 6, e nos dias 7 a 9 muda-se para La Digue, com Anse Source d'Argent ao amanhecer, Grand Anse e Anse Cocos de bicicleta e uma tarde em L'Union Estate. Regresso no dia 11, via Praslin e Mahé. É o roteiro que mais recomendamos, com tempo para os passeios de barco e para não fazer as malas de dois em dois dias.

Anse Source d'Argent, La Digue
Três noites em La Digue são o remate ideal de dez dias no arquipélago.

Adaptar ao seu tipo de viagem

O número de dias muda com o estilo. As famílias ganham em ficar mais tempo em cada ilha, para reduzir travessias com crianças. Os casais em lua de mel gostam de fechar a viagem com dois ou três dias numa ilha tranquila ou privada. Os mergulhadores devem contar meio dia por saída e concentrar-se numa base. E quem viaja com orçamento apertado fica mais numa ilha, em guest house, e usa o ferry em vez do voo interno.

A chegada e o jet lag

A diferença horária para Portugal é de apenas três a quatro horas, por isso o jet lag é suave. Ainda assim, o primeiro dia perde-se em grande parte com a viagem longa, por isso planeie-o leve, sem passeios marcados. Guarde a primeira noite para Mahé, perto do aeroporto, e comece as travessias descansado no dia seguinte.

Quando esticar para duas semanas

Vale a pena esticar para catorze noites se quer juntar uma ilha exclusiva ou de mergulho ao trio principal, se viaja de longe e quer amortizar o voo, ou se procura descanso total sem sacrificar a descoberta. Com duas semanas, cabe tudo, e ainda sobram dias de praia sem plano. Vejam os roteiros prontos.

A decisão

Afinal, quantas noites?

O custo de cada noite extra

Cada noite a mais pesa sobretudo no alojamento, não no voo, que se paga uma vez. Numa guest house, uma noite extra custa 90 a 180 euros; num resort de gama média, 200 a 400. Como o voo de longo curso é a maior fatia da viagem, esticar de sete para dez noites melhora muito a relação entre o custo total e o que se vê, e é por isso que raramente recomendamos menos de uma semana.

Quando sete noites bastam

Sete noites chegam para uma primeira viagem focada em duas ilhas, tipicamente Mahé e Praslin, com um bate-volta a La Digue. É o suficiente para as praias de cartaz, um dia de barco e o Vallée de Mai, sem correria. Quem quer sobretudo descanso pode até ficar as sete noites numa só ilha, num resort com praia própria.

Quando precisa de dez ou mais

Para viver as três ilhas com calma, incluir os passeios de barco e ainda descansar, conte dez a doze noites. Acima disso, catorze noites permitem juntar uma ilha exterior ou de mergulho, ou simplesmente abrandar. Casais em lua de mel e mergulhadores beneficiam quase sempre dos dias extra.

Um fim de semana prolongado compensa?

Sinceramente, não. Com dezasseis horas de viagem por sentido e três a quatro de diferença horária, uma escapadinha de três ou quatro noites gasta metade do tempo em aviões e aeroportos. As Seicheles pedem tempo, e é isso que as torna uma viagem de uma vida, não um city break.

Estada longa e trabalho à distância

Quem pode trabalhar remotamente encontra em Mahé e Praslin boa internet, guest houses por mês e um custo de vida mais acessível do que a fama sugere. Uma estada de três ou quatro semanas, combinando trabalho e descoberta, dilui o custo do voo e permite conhecer o arquipélago sem pressa nenhuma.

O nosso conselho

Se puder, aponte para dez noites. É o número que, na nossa experiência, deixa os viajantes satisfeitos e não com a sensação de que faltou tudo. Diga-nos os dias de que dispõe e o que procura, e montamos a divisão ideal pelas ilhas.

E se só tiver uma semana de férias?

Muitos portugueses têm sete a nove dias úteis de férias de cada vez, e isso chega para uma primeira viagem honesta. Some um fim de semana em cada ponta e ganha as sete a nove noites que fazem a diferença. O truque é voar num sábado e regressar num domingo, aproveitando dois fins de semana e gastando apenas cinco dias de férias. Assim, o destino que parecia impossível de encaixar cabe afinal num período de férias normal, sem pedir um mês inteiro de férias ao patrão.

Perguntas frequentes

O essencial, respondido.

Quantos dias são precisos para visitar as Seicheles?

No mínimo sete noites, dado o tempo de viagem desde a Europa. O ideal são dez a doze noites, para conhecer duas ou três ilhas sem pressa e ainda descansar.

Uma semana chega para as Seicheles?

Chega para uma boa primeira viagem focada em duas ilhas, por exemplo Mahe e Praslin com um bate-volta a La Digue. Para ver as três com calma, prefira dez noites.

Como dividir os dias entre as ilhas?

Um esquema clássico é três noites em Mahe, três a quatro em Praslin e duas a três em La Digue. Ajustamos ao seu ritmo e ao tipo de viagem.

Vale a pena ficar só numa ilha?

Vale, se o objetivo for descanso total num resort com praia própria. Para conhecer o arquipélago, é melhor combinar ilhas.

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Montamos o roteiro por si.

Diga-nos quantos dias tem e o que procura. Sugerimos a divisão pelas ilhas e encaminhamos para a reserva.

Reservas e pagamentos processados pela SeyBooking.com, o operador licenciado. A Seicheles.com e um guia e portal de marketing, nao uma agencia de viagens.

Boa viagem.

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