O guia das Seicheles, de A a Z.
Tudo o que precisa para planear a viagem, escrito por quem vive em Mahe. Comece pela pergunta que tem agora.
Planear uma viagem às Seicheles a partir de Portugal levanta sempre as mesmas perguntas. Como se chega, já que não há voo direto. Qual é o melhor mês, entre as duas monções. Quanto custa, na verdade. Quantos dias valem a pena, quando a viagem é tão longa. Reunimos aqui todas as respostas, escritas por quem vive nas ilhas, organizadas pela pergunta que tem agora. Use esta página como o mapa do seu planeamento: cada secção resume o essencial e liga ao guia completo do tema.
Por onde começar
Planeie por esta ordem e a viagem monta-se sozinha. Primeiro, quando ir, porque o mês condiciona o preço e o estado do mar. Depois, quantos dias, para saber quantas ilhas cabem. A seguir, que ilhas e em que proporção, que é o que define o carácter das férias. Só então o orçamento e o voo, e por fim os práticos, o visto eletrónico, o seguro e o que levar. É a sequência que seguimos com quem nos escreve, e a que evita as duas asneiras mais comuns: ficar pouco tempo para uma viagem tão longa, ou espalhar-se por ilhas a mais e passar as férias em travessias.
Quando ir, em duas frases
As Seicheles são quentes o ano inteiro, entre os 27 e os 31 graus, e não têm furacões. O que muda é o vento, marcado por duas monções: a de sudeste, de maio a setembro, mais fresca, seca e ventosa, e a de noroeste, de dezembro a março, mais quente e húmida, com aguaceiros curtos. Os meses de transição, abril, maio, outubro e novembro, dão o mar mais calmo e a melhor luz, e junho equilibra bom tempo com bom preço. Veja o detalhe mês a mês na melhor altura para visitar.
Quantos dias, e como dividi-los
Com o voo a rondar as dezasseis horas por sentido, recomendamos no mínimo sete noites, e idealmente dez a doze, para conhecer duas ou três ilhas sem correr. Um esquema clássico é três noites em Mahé, três a quatro em Praslin e duas a três em La Digue. Quem procura descanso total pode dedicar tudo a uma ilha e a um resort com praia própria. Veja quantos dias ficar e os roteiros prontos de 7, 10 e 14 dias, já com a divisão feita.
Que ilhas escolher
São três as ilhas habitadas, e cada uma tem um papel. Mahé é a porta de entrada, com o aeroporto, a capital Victoria, as maiores praias e a montanha; é a base natural dos primeiros dias e dos passeios de barco a Sainte Anne. Praslin é o coração da natureza, com o Vallée de Mai, o coco-de-mer e as praias de cartaz Anse Lazio e Anse Georgette, além da ligação fácil às ilhas vizinhas. La Digue é o ritmo lento, sem carros, das bicicletas e da inigualável Anse Source d'Argent. A regra simples: Mahé para chegar e para a variedade, Praslin para a natureza, La Digue para a alma. Compare-as em as três ilhas.
Quanto custa, com números reais
As Seicheles têm fama de caras, e o alojamento e o voo são mesmo o grosso da fatura. Uma semana por pessoa, já com voo, ronda os 2 800 euros em guest houses crioulas, os 3 500 a 4 500 em hotéis de gama média e passa dos 6 000 nos resorts de cinco estrelas. Dá para controlar muito o custo com casas locais, refeições nos mercados e transportes públicos. O detalhe, e as formas de poupar, estão no guia de quanto custa.
Como chegar
Não há voo direto de Portugal, mas uma escala basta. Voa-se de Lisboa ou do Porto via Dubai, Doha, Abu Dhabi, Istambul ou Paris, com a Emirates, a Qatar, a Etihad, a Turkish ou a Air France, e a viagem total ronda as dezasseis a vinte horas. À chegada a Mahé, segue-se de transfer, carro de aluguer ou, para Praslin e La Digue, de ferry rápido ou voo interno. Veja como chegar e os voos desde Portugal.
Como circular entre as ilhas
As três ilhas ligam-se por mar e por ar, e convém perceber como antes de reservar. O catamarã Cat Cocos faz Mahé a Praslin em cerca de uma hora, várias vezes ao dia, desde uns 60 euros por trajeto, e esgota em época alta, por isso reserve cedo. De Praslin para La Digue o ferry demora cerca de quinze minutos e custa uns 16 euros, com partidas frequentes ao longo do dia. Quem prefere poupar tempo voa entre Mahé e Praslin em cerca de quinze minutos, com a Air Seychelles, entre 75 e 135 euros. Em terra, alugar carro em Mahé e em Praslin dá liberdade para as praias mais afastadas, por 45 a 60 euros ao dia, com condução à esquerda em estradas estreitas e sinuosas. La Digue praticamente não tem carros, anda-se de bicicleta, que se aluga por 8 a 12 euros ao dia, ou de táqui elétrico. Planeie as travessias para o início do dia e nunca mude de ilha no dia do voo de regresso.
Onde ficar, por orçamento
O alojamento é a maior fatia do orçamento e define o tom da viagem. As guest houses crioulas, muitas geridas por famílias, custam entre 90 e 180 euros por noite e são a melhor forma de viver as ilhas por dentro. Os hotéis e resorts de gama média situam-se entre 200 e 400 euros, e os cinco estrelas com praia própria, das marcas Anantara, Four Seasons ou Constance, passam facilmente dos 600. Mahé concentra a maior variedade, de Beau Vallon à costa sul mais tranquila. Praslin tem os resorts da Côte d'Or e a natureza à porta. La Digue vive de pequenas pousadas e do seu ritmo lento. Veja o guia completo de onde ficar, organizado por zona e por orçamento.
O que comer
A cozinha crioula mistura peixe fresco, caril, leite de coco e fruta tropical, e come-se bem a qualquer preço. Um caril de peixe ou de polvo com arroz, num takeaway local, custa 5 a 10 euros e enche. Os restaurantes de hotel pedem 30 a 60 euros por pessoa. Os mercados, como o Sir Selwyn Clarke em Victoria, vendem peixe, fruta e especiarias a preços baixos, e muitas guest houses têm cozinha, o que compensa para famílias. Prove o ladob de sobremesa, o peixe grelhado à beira-mar e, com moderação, o rum das ilhas.
O essencial prático
Alguns dados que evitam surpresas. A moeda é a rupia das Seicheles, mas os cartões são aceites quase em todo o lado e há caixas nas ilhas principais. Fala-se crioulo, inglês e francês, e o português não é comum, prepare o essencial em inglês. As tomadas são do tipo britânico de três pinos, leve adaptador. A água da torneira é potável em Mahé, embora muitos prefiram engarrafada. Não são exigidas vacinas, exceto a da febre amarela para quem chega de um país onde a doença é endémica. O fuso horário está três a quatro horas à frente de Portugal, conforme a época do ano.
Erros a evitar
Os enganos mais comuns são fáceis de evitar. Ficar poucos dias para uma viagem tão longa é o primeiro. Espalhar-se por ilhas a mais e passar as férias em travessias é o segundo. Deixar a Travel Authorization para a última hora é o terceiro, peça-a com dias de antecedência. Subestimar o sol equatorial é o quarto, use protetor forte e biodegradável. E contar mudar de ilha no dia do voo de regresso é arriscado, porque o mar manda nos ferries e um atraso pode custar-lhe o avião.
Como reservar, e o nosso papel
A Seicheles.com é um guia e portal de marketing, não uma agência de viagens. Não vendemos nem cobramos: reunimos a informação, ajudamos a montar o plano e encaminhamos os pedidos para a SeyBooking.com, o operador licenciado que confirma disponibilidades, preços e reservas em pagamento seguro. Os valores que verá neste guia são sempre indicativos, para orientar o orçamento, e a reserva final é sempre feita no operador. Assim tem informação honesta de quem vive nas ilhas e a proteção de um operador registado.
Como chegar desde Portugal
Voos, escalas e o mês mais barato.
Ler →Melhor altura para visitar
Mês a mês, vento, chuva e preços.
Ler →Quantos dias ficar
O mínimo que justifica a viagem.
Ler →Roteiros prontos
7, 10 e 14 dias, ilha a ilha.
Ler →Quanto custa
Uma semana, com números reais.
Ler →Voos para as Seicheles
Companhias, ligações e preços.
Ler →Seicheles, Maldivas ou Maurícia?
A comparação que decide a viagem.
Ler →Vistos e entrada
A Travel Authorization, passo a passo.
Ler →Saúde e vacinas
O que levar, o que não é preciso.
Ler →Moeda e custos
Rupia, cartões e gorjetas.
Ler →Seguro de viagem
Porque é quase obrigatório.
Ler →Informações práticas
Fusos, tomadas, água, internet.
Ler →Conduzir em Mahe
Estradas estreitas, condução à esquerda.
Ler →O essencial, respondido.
Preciso de visto para as Seicheles?
Os portugueses não precisam de visto. É obrigatória a Travel Authorization, uma autorização eletrónica que se pede online antes de voar, custa cerca de 10 a 25 euros e sai em poucos dias. Basta o passaporte válido, a reserva de alojamento e o voo de regresso. Veja o passo a passo em vistos e entrada.
Qual é a melhor altura para visitar?
As ilhas são quentes o ano inteiro, entre 27 e 31 graus, e não têm furacões. Os meses de transição das monções, abril, maio, outubro e novembro, dão o mar mais calmo e a melhor luz. Junho equilibra bom tempo com bom preço. Evite só os extremos de janeiro, o mais chuvoso, e de julho e agosto, os mais ventosos no lado exposto.
Quantos dias são precisos?
Com o voo a rondar as dezasseis horas por sentido, recomendamos no mínimo sete noites, e idealmente dez a doze. Isso chega para conhecer duas ou três ilhas sem passar as férias em travessias. Menos de uma semana não compensa uma viagem tão longa.
É muito caro?
Tem fama de caro, mas há margem. Uma semana por pessoa, já com voo, ronda os 2 800 euros em guest houses crioulas, os 3 500 a 4 500 em hotéis de gama média e passa dos 6 000 em resorts de cinco estrelas. Casas locais, refeições em takeaways e transportes públicos baixam muito a fatura.
Como se chega desde Portugal?
Não há voo direto, mas uma escala basta. Voa-se de Lisboa ou do Porto via Dubai, Doha, Abu Dhabi, Istambul ou Paris, com a Emirates, a Qatar, a Etihad, a Turkish ou a Air France. A viagem total ronda as dezasseis a vinte horas conforme a escala.
Como se anda entre as ilhas?
De ferry e de avião. O catamarã Cat Cocos liga Mahé a Praslin em cerca de uma hora, desde uns 60 euros por trajeto. O ferry Praslin a La Digue demora cerca de quinze minutos e custa uns 16 euros. Há ainda voos internos Mahé a Praslin de cerca de quinze minutos, entre 75 e 135 euros.
É preciso alugar carro?
Em Mahé e em Praslin compensa, dá liberdade para as praias mais afastadas e custa cerca de 45 a 60 euros por dia. A condução é à esquerda e as estradas são estreitas e sinuosas. Em La Digue não há praticamente carros, anda-se de bicicleta ou de táqui elétrico.
