As ilhas das Seicheles.
Três habitadas, cento e quinze no total. Qual escolher, como somar ilhas e como andar entre elas.
As ilhas das Seicheles, em resumo
As Seicheles são 115 ilhas espalhadas por 1,4 milhões de quilómetros quadrados de oceano, uma zona económica maior do que toda a Europa Ocidental. Mas só três são habitadas e têm hotéis, restaurantes e ligações regulares, Mahé, Praslin e La Digue, e é entre elas que quase toda a viagem acontece. As restantes dividem-se em dois mundos. As ilhas graníticas centrais, altas e verdes, são as que se visitam. As ilhas de coral exteriores, planas e remotas, guardam a natureza mais intocada do arquipélago e recebem pouquíssimos visitantes. Esta página ajuda a escolher, a somar ilhas sem erros e a perceber como se anda entre elas.
Mahé, Praslin e La Digue

Mahe
A ilha de chegada e a maior. Praias longas, montanha verde e Victoria, uma das capitais mais pequenas do mundo.
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Praslin
A segunda ilha. O Vallee de Mai e o coco de mer, e Anse Lazio, muitas vezes eleita das mais bonitas do mundo.
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La Digue
A ilha das bicicletas. Anse Source d'Argent, as rochas de granito rosa e um ritmo que abranda tudo.
Conhecer →A carta das ilhas
Toque numa ilha para a explorar. Portugal cartografou e deu nome a estes mares há 500 anos.
Escolher e somar as ilhas certas
Duas geografias, um arquipélago
Para escolher bem convém perceber que as Seicheles são, na verdade, dois arquipélagos num só. As ilhas graníticas do centro, onde estão Mahé, Praslin, La Digue e cerca de outras quarenta, são das ilhas oceânicas mais antigas do planeta, restos de granito do supercontinente Gondwana com centenas de milhões de anos. São altas, verdes e cobertas de floresta, com as célebres rochas de granito esculpido e as praias de areia clara. É aqui que se faz quase toda a viagem.
As ilhas de coral exteriores são outra coisa. Planas, formadas sobre recifes, muitas delas apenas bancos de areia ou atóis, espalham-se por centenas de quilómetros a sudoeste, até Aldabra, mais perto de África do que de Mahé. São o reino das aves marinhas, das tartarugas e dos pescadores à linha, quase sem gente. Esta diferença explica tudo, do tipo de paisagem ao custo e à dificuldade de lá chegar.
As três ilhas habitadas
Mahe, com 157 quilómetros quadrados, é a maior e a porta de entrada, com o único aeroporto internacional, a capital Victoria e cerca de sessenta e cinco praias. É a mais variada e prática, entre montanha, cidade e o sul selvagem, e a base natural para os passeios de barco ao Parque Marinho de Sainte Anne.
Praslin, a segunda maior com 38 quilómetros quadrados, é mais lenta e guarda o Vallée de Mai, Património Mundial e casa do coco-de-mer, além de Anse Lazio, muitas vezes eleita das mais bonitas do mundo. É o centro do arquipélago, a curta distância de Curieuse, La Digue e as ilhas vizinhas.
La Digue, com apenas 10 quilómetros quadrados, é a ilha das bicicletas, quase sem carros, e de Anse Source d'Argent, a praia de granito rosa mais fotografada do planeta. É a mais lenta e a mais bonita, feita para desacelerar por completo.
Como escolher, por dias e por tipo de viagem
A regra de ouro é não somar ilhas a mais. Cada mudança de ilha custa uma manhã de ferry e uma troca de hotel, por isso vale mais conhecer bem duas do que correr por quatro. Numa semana, fique em Mahé e junte dois ou três dias em Praslin ou La Digue. Em dez dias, faça as três, com calma, três a quatro noites em Mahé, três em Praslin e duas em La Digue. Em duas semanas, acrescente dias de praia e um ou dois passeios de barco, ou uma ilha exterior se o orçamento permitir.
Por perfil, quem vai pela primeira vez acerta com Mahé mais Praslin. Casais em lua de mel ganham em juntar uma villa em Mahé ou Praslin a duas noites em La Digue. Famílias preferem Mahé, pela praia calma de Beau Vallon e a estrutura, com um bate-volta a Praslin. Mergulhadores orientam-se por Praslin e pelas ilhas ao largo. Veja também quantos dias levar e os roteiros prontos.
Um roteiro de dez dias equilibrado corre assim. Dos dias um a quatro, base em Mahé, entre Beau Vallon, o sul de Anse Intendance e Takamaka e um dia de barco no Parque de Sainte Anne. Dos dias cinco a sete, ferry para Praslin, com o Vallée de Mai, Anse Lazio e um passeio a Curieuse e St Pierre. Dos dias oito a dez, quinze minutos de barco até La Digue, para Anse Source d'Argent ao fim da tarde, Grand Anse e a ilha de bicicleta, antes de regressar a Mahé para o voo. É tempo que chega para ver o essencial sem correr.
As ilhas de um dia, sem trocar de hotel
Muitas das ilhas mais bonitas visitam-se num passeio de barco, voltando a dormir na mesma cama. A partir de Mahé, o Parque Marinho Nacional de Sainte Anne, o primeiro do oceano Índico, reúne Sainte Anne, Cerf, Moyenne e Round Island a poucos minutos de Victoria, com snorkeling fácil e barcos de fundo de vidro, ideal para famílias. A partir de Praslin, o passeio clássico junta Curieuse, com centenas de tartarugas gigantes em liberdade e o coco-de-mer, ao ilhéu de Saint Pierre, um dos melhores pontos de snorkeling do arquipélago, muitas vezes com churrasco crioulo na praia.
Ainda de Praslin, as reservas de aves de Aride e Cousin abrem em dias determinados, conforme o mar. E ao largo de La Digue, os granitos de Île Cocos e as águas de Felicite dão snorkeling memorável. Todos estes passeios se reservam através da SeyBooking.com, o operador licenciado. Veja as opções em passeios e excursões.
Como se chega e como se anda entre ilhas
Chega-se às Seicheles por Mahé, de avião. Daí, entre as ilhas centrais, viaja-se de ferry rápido ou de voo interno. O catamarã Cat Cocos liga Mahé a Praslin, e um ferry mais pequeno liga Praslin a La Digue a toda a hora. A Air Seychelles faz o salto Mahé-Praslin em quinze minutos. La Digue não tem aeroporto, o acesso é sempre por barco. Estes são os tempos e preços indicativos, detalhados no guia de barcos e ferries.
| Ligação | Meio | Duração | Preço indicativo |
|---|---|---|---|
| Mahé ↔ Praslin | Ferry Cat Cocos | ~ 1 h | desde ~ 60 € por trajeto |
| Mahé ↔ Praslin | Voo Air Seychelles | ~ 15 min | ~ 75 a 135 € |
| Praslin ↔ La Digue | Ferry | ~ 15 min | ~ 16 € por trajeto |
| Mahé ↔ La Digue | Ferry via Praslin | ~ 1 h 30 | desde ~ 85 € |
Preços por trajeto, por adulto, estimativa indicativa. A reserva de ferries, voos e transferes é tratada pela SeyBooking.com, o operador licenciado.
As ilhas privadas e exteriores
Além das três habitadas, o arquipélago guarda ilhas que se visitam num dia e ilhas que são um destino em si. As ilhas-parque ao largo de Mahé e Praslin, Sainte Anne, Cerf, Moyenne, Round Island, Curieuse e o ilhéu de Saint Pierre, fazem-se em passeio de barco, com snorkeling e tartarugas gigantes. As reservas naturais de Aride e Cousine protegem colónias de aves marinhas raras.
As ilhas privadas de luxo, cada uma com um único resort, incluem Silhouette, North Island, Fregate, Felicite e Anonyme. No extremo norte, as ilhas de coral de Bird Island e Denis recebem aves e tartarugas. Mais longe, nas Amirantes, as Ilhas do Almirante que Portugal batizou, ficam Desroches e Alphonse, mecas do mergulho e da pesca à linha. E no extremo sudoeste, o grupo de Aldabra, Património Mundial e maior população de tartarugas gigantes do planeta, com Assumption, Cosmoledo e Astove, quase inacessível e por isso quase intocado.
As ilhas em imagens








As ilhas, respondido
Quantas ilhas das Seicheles se podem visitar?
O arquipélago tem 115 ilhas, mas só três têm hotelaria a sério e ligações regulares, Mahé, Praslin e La Digue. A maioria das viagens fica por estas três. Várias ilhas menores, como Curieuse, Cerf, Sainte Anne e Saint Pierre, visitam-se num passeio de barco de um dia, e algumas ilhas privadas, como North Island, Frégate ou Desroches, recebem hóspedes num único resort.
Quantas ilhas devo incluir na viagem?
Depende dos dias. Numa semana, uma ou duas ilhas chegam, tipicamente Mahé mais Praslin ou La Digue. Em dez dias dá para as três com calma. Somar ilhas obriga a mudar de mala e a apanhar ferries, por isso mais ilhas nem sempre é melhor. Vale mais conhecer bem duas do que correr por quatro.
Qual é a melhor ilha das Seicheles?
Não há uma melhor, há a certa para si. Mahé é a mais completa e prática, Praslin a mais equilibrada, com o Vallée de Mai e Anse Lazio, e La Digue a mais bonita e lenta, das bicicletas e de Anse Source d'Argent. A escolha depende de quantos dias tem e do que procura.
Como se anda entre as ilhas?
De ferry rápido e de voo interno. O Cat Cocos liga Mahé a Praslin em cerca de uma hora, e um ferry mais pequeno liga Praslin a La Digue em cerca de quinze minutos. A Air Seychelles voa de Mahé a Praslin em quinze minutos. La Digue não tem aeroporto, chega-se sempre de barco. Veja o guia de barcos e ferries para horários e preços.
Vale a pena visitar as ilhas exteriores?
Para quem procura natureza intocada, pesca à linha ou mergulho e tem orçamento, sim. Desroches e Alphonse, nas Amirantes, e Aldabra, Património Mundial, estão entre os lugares mais extraordinários do planeta. Mas ficam longe, o acesso é caro e limitado, e a maioria dos viajantes fica pelas ilhas centrais, mais acessíveis e igualmente belas.
Posso visitar as ilhas privadas sem ficar hospedado?
Em regra não. Ilhas como North Island, Frégate, Cousine ou Silhouette são ocupadas por um único resort e o acesso é reservado aos hóspedes. As exceções são as ilhas-parque, como Curieuse, Cerf e Sainte Anne, que se visitam em passeio de dia, e reservas como Aride e Cousin, com visita guiada em dias determinados.
As 24 ilhas com página própria.
Cada uma tem a sua página. Toque no nome para a conhecer.
- Mahe157 km²
- Praslin38 km²
- La Digue10 km²
- Silhouette20 km²
- North Island2,0 km²
- Fregate2,1 km²
- Felicite2,7 km²
- Curieuse2,9 km²
- Sainte Anne2,2 km²
- Cerf1,3 km²
- Anonyme0,4 km²
- Moyenne0,1 km²
- Round Island1,6 km²
- Saint Pierre0,04 km²
- Cousine0,3 km²
- Aride0,7 km²
- Bird Island0,9 km²
- Denis1,4 km²
- Alphonse1,7 km²
- Desroches3,9 km²
- Aldabra34 km²
- Assumption11 km²
- Cosmoledo5 km²
- Astove4,8 km²
As 115 ilhas deste arquipélago espalham-se por 1,4 milhões de km² de oceano, uma zona económica maior do que toda a Europa Ocidental. Três são habitadas.