Carta I · Primeira Edição · MMXXVIArquipélago das Seicheles · 115 ilhas

A rota que os portugueses abriram há 500 anos.

Portugal foi a primeira nação da Europa a cartografar e a dar nome a estes mares. As Ilhas do Almirante, as Amirantes, ainda hoje têm o nome que a armada de Vasco da Gama lhes deu. Este é o guia português para viver as Seicheles hoje.

Ilhas
115
Voo desde Lisboa
~ 16 h
Fuso horário
+ 3 h
Água
27 a 29 °C
O guia português das Seicheles

Uma nação sonha com estas ilhas. Nós vivemos nelas.

Somos o balcão de Portugal da rede SeyBooking.com, escrito de Mahe, onde vivemos e trabalhamos. Contamos-lhe tudo o que precisa para planear a viagem, do primeiro voo desde Lisboa à última tarde em La Digue. Depois ligamo-lo a quem a realiza.

As Seicheles são, para muitos portugueses, o sonho longínquo por excelência, com praias de granito e areia branca, água morna e transparente e uma natureza que não existe em mais lado nenhum. A distância assusta, e a fama de destino caro também, mas nenhuma das duas conta a história toda. Chega-se com uma só escala, e o arquipélago cabe em mais orçamentos do que parece, das guest houses crioulas aos resorts de ilha privada.

Escrevemos de Mahe, onde vivemos, e conhecemos as ilhas pelo lado de dentro: as praias seguras e as traiçoeiras, o ferry que atrasa com vento sul, o mês em que o mar assenta, a casa de família que vale três vezes o hotel do lado. É esse conhecimento de terreno que pomos neste guia, para que planeie com verdade e não com folhetos.

Carta · Antes de sonhar

As Seicheles em resumo

O essencial do destino, em poucos minutos, antes de descer ao detalhe de cada tema.

As Seicheles são um arquipélago de 115 ilhas no Índico ocidental, a cerca de 1600 km da costa de África e a apenas quatro graus a sul do equador. Espalham-se por 1,4 milhões de km² de oceano, mas a terra firme soma pouco mais de 450 km². Antes de escolher praias e hotéis, vale a pena perceber o que torna estas ilhas diferentes de qualquer outro destino tropical.

Duas naturezas de ilha

As ilhas centrais, Mahe, Praslin e La Digue, são graníticas, altas e verdes, as únicas ilhas oceânicas de granito do mundo, restos de um continente antigo. À volta, dispersas, ficam as ilhas de coral, planas e remotas, incluindo o atol de Aldabra, Património Mundial. Quase toda a viagem acontece nas três graníticas, onde estão o aeroporto, os hotéis e as praias de cartaz. Conheça-as em as ilhas das Seicheles.

Clima sem surpresas

A temperatura fica o ano inteiro entre 27 e 31 graus e não há furacões. O que muda é o vento das duas monções: a de sudeste, de maio a setembro, mais fresca e ventosa, e a de noroeste, de dezembro a março, mais quente e húmida. As viragens, em abril e em outubro-novembro, dão o mar mais calmo e a melhor luz. Veja o detalhe mês a mês na melhor altura para visitar.

Natureza que não existe em mais lado nenhum

É a razão de fundo para vir. O coco-de-mer, a maior semente do reino vegetal, só cresce no Vallee de Mai de Praslin, Património Mundial. As tartarugas gigantes de Aldabra passam das cem mil. Há aves, plantas e répteis endémicos às centenas, e recifes que fazem do snorkeling um espetáculo à beira-mar. Cerca de metade do território é área protegida, um dos rácios mais altos do planeta.

Fácil e seguro para quem chega de Portugal

Fala-se crioulo, inglês e francês, e o inglês resolve tudo. Não é preciso visto, apenas uma autorização eletrónica pedida antes de voar. Não há malária. Paga-se em rupias, mas o cartão serve quase em todo o lado. É um destino estável, tranquilo e habituado a receber, onde a maior dificuldade do dia costuma ser escolher a praia. Para as contas reais da viagem, veja moeda e custos.

Quanto custa, sem ilusões

A fama de destino caríssimo merece nuance. O grosso da despesa é o voo e o alojamento. Uma semana por pessoa, já com voo desde Portugal, ronda os 2 800 euros em guest houses crioulas, sobe para 3 500 a 4 500 em hotéis de gama média e passa dos 6 000 nos resorts de cinco estrelas. Come-se bem por 5 a 10 euros num takeaway local, e o transporte público custa cêntimos. Com casas de família, refeições de mercado e ferry em vez de voo interno, a viagem cabe em orçamentos que a fama do destino faria duvidar.

O que trazer na mala

Pouco, e leve. Roupa de praia e de verão, uma peça mais fresca para o vento sul e para o ar condicionado, calçado que agarre nas rochas de granito, e o essencial da água: máscara e tubo próprios, protetor solar forte e biodegradável, chapéu. Um adaptador de tomada britânica de três pinos e um saco à prova de água para os passeios de barco completam o indispensável. O resto compra-se sem dificuldade em Victoria.

Ligar-se nas ilhas

A internet chega a quase todo o lado. Compra-se um cartão SIM local no aeroporto, com dados abundantes por poucos euros, e a maioria dos hotéis e restaurantes tem wi-fi. A cobertura é boa nas ilhas centrais e mais irregular nas exteriores. Para quem trabalha à distância, Mahe e Praslin aguentam videochamadas sem drama, e há já alguns espaços de coworking na capital, Victoria.

Como usar este guia

Se está a começar, siga por esta ordem: quando ir, quantos dias, que ilhas e quanto custa, e só depois o voo e os práticos. É a sequência que evita os dois erros mais comuns, ficar pouco tempo para uma viagem tão longa ou espalhar-se por ilhas a mais. O guia completo organiza tudo por pergunta.

Carta das reservas

O que tratamos nós, e o que lhe mostramos do mercado.

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Carta · O arquipélago em imagens

Nove razões para atravessar meio mundo.

Carta III · Portugal e o Índico

Portugal cartografou estes mares antes de qualquer nação da Europa.

A armada de Vasco da Gama passou por estas águas a caminho da Índia e deu nome às Ilhas do Almirante, as Amirantes, que ainda hoje o conservam. Portugal cartografou e baptizou este arquipélago, nunca o colonizou. Nenhuma povoação, nenhum povo deslocado, apenas a rota e o nome. É essa a nossa ligação a estas ilhas, e a razão de este guia ser português.

Ler a história completa
Confiança

A viagem portuguesa às Seicheles, em números.

~ 16 hTempo de viagem desde Lisboa
uma escala, via Dubai ou Doha
+ 3 hFuso horário
pouco jet lag
27 °CÁgua do mar
todo o ano
0Visto para
portugueses
115Ilhas, 3 habitadas
+ 2 locais Património Mundial
1770Primeira povoação
Portugal cartografou, não colonizou
Carta II · O arquipélago

Não são três ilhas. São cento e quinze.

Três são habitadas, Mahe, Praslin e La Digue. As outras são reservas, atóis e pontos de granito espalhados por um oceano imenso. Eis algumas, com a sua área.

As 115 ilhas deste arquipélago espalham-se por 1,4 milhões de km² de oceano, uma zona económica maior do que toda a Europa Ocidental. Três são habitadas.

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Reservas e pagamentos processados pela SeyBooking.com, o operador licenciado. A Seicheles.com e um guia e portal de marketing, nao uma agencia de viagens.

Perguntas frequentes

O essencial, respondido.

Quanto custa uma semana nas Seicheles desde Portugal?

Uma semana de gama media, com voo desde Lisboa incluido, ronda os 3 500 a 4 500 euros por pessoa. Com guest houses e refeicoes por conta propria e possivel desde cerca de 2 800 euros, e para cima nao ha limite.

Como se chega as Seicheles desde Lisboa?

Nao ha voo direto. Voa com uma escala via Dubai, Doha, Paris ou Abu Dhabi. As ligacoes mais comuns sao Emirates, Qatar Airways e Etihad. O tempo total de viagem ronda as 16 horas.

Os portugueses precisam de visto?

Nao. Nao ha visto para as Seicheles. Antes de viajar preenche a Travel Authorization online, demora cerca de dez minutos e custa perto de 10 euros.

Qual e a melhor altura para ir?

Abril, maio, outubro e novembro sao ideais, com mar calmo e muito sol. As Seicheles sao quentes todo o ano, nao ha um mes mau, so os meses de ferias escolares ficam mais caros.

As Seicheles sao seguras?

Sim, muito. Nao ha malaria, a agua e limpa e a criminalidade e baixa. Basta o cuidado normal com os valores na praia. Sao um dos destinos mais seguros do mundo.

Boa viagem.

Seicheles.com · A Rota das Seicheles